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'O caminho está muito claro agora', afirma Garcia
07/09/2022 às 10h55

Nova York (EUA) - Cinco anos depois de chegar pela primeira vez às quartas de final em um Grand Slam, em Roland Garros, a francesa Caroline Garcia enfim conseguiu ir mais longe e agora está nas semifinais do US Open. A vaga veio após uma grande vitória para cima da tenista da casa Coco Gauff na noite de terça-feira, triunfando em sets diretos.

“Estou super feliz pela vitória, por estar na semifinal. Foi uma partida muito intensa. Cada ponto, cada game foi muito difícil. A atmosfera era realmente americana com muita energia lá fora”, afirmou a francesa de 28 anos, que surgiu no circuito como uma promessa, mas demorou algum tempo para se encontrar e enfim conquistar grandes resultados.

“O caminho está muito claro agora. Em que direção tenho que ir quando estou sob estresse, sob pressão. Estou apenas tentando seguir este caminho. É assim que me preparo com a equipe, tentamos fazer o melhor que podemos nesse sentido”, afirmou a atual 17 do mundo, que vem embalada pelo título em Cincinnati e ostenta uma sequência de 13 vitórias.

Garcia explica que o bom momento não é fruto de mudanças ou novas estratégias, mas apenas de pequenos ajustes e uma maior força mental. “Estou tentando jogar tênis. Talvez eu esteja um pouco mais dentro de quadra na volta, tentando jogar o mais cedo possível. Provavelmente essa seja a maior diferença”, analisou.

Depois de tirar um set da russa Maria Sharapova em Roland Garros 2011, a francesa ganhou os holofotes e teve trabalho para se encontrar. “Havia muita pressão vindo do nada. Era a 150ª, 200ª no mundo e tinha apenas 17 anos, meu jogo não estava pronto. Não era capaz de jogar tão consistentemente, nas semanas seguintes tentei jogar no mesmo nível, mas não foi possível para mim”, lembrou Garcia.

“Foi difícil porque as pessoas estavam esperando muito, mas o meu jogo não estava pronto para nada disso. Levei algum tempo para chegar passo a passo até o topo”, complementou a ex-número 4 do mundo em simples, que com a campanha em Flushing Meadows muito provavelmente voltará ao top 10.

Em sua estreia nas semifinais, a francesa terá pela frente a tunisiana Ons Jabeur, contra quem jogou apenas duas vezes no profissional, ambas em Grand Slam. Garcia levou a pior no primeiro embate, na primeira rodada do US Open de 2019, mas deu o troco no Australian Open do ano seguinte, na segunda rodada. Contemporâneas, elas se cruzaram quatro vezes no juvenil, sempre com Jabeur saindo vitoriosa.

“Jogamos semifinal acho que em Roland Garros no juvenil e também em outros torneios. No juvenil, era muito raro enfrentar alguém fazendo tantos dropshots, com slice no backhand. Ela realmente tinha muita variedade e era muito complicada de encarar. Agora é ainda mais, está entre as cinco melhores do mundo, chegou à final em Wimbledon. Ela melhorou muito, será um grande desafio”, disse Garcia.

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