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Djokovic: 'Encaro a final como se fosse a primeira'
14/07/2023 às 19h26

Djokovic disputará sua 35ª final de Grand Slam na carreira e busca o 24º título

Foto: Divulgação

Londres (Inglaterra) - Pouco mais de um mês depois de conquistar seu 23º título de Grand Slam, em Roland Garros, Novak Djokovic disputará mais uma final, a 35ª de sua carreira. Heptacampeão de Wimbledon, o sérvio de 36 anos chega a decisão na grama pela nona vez na carreira e vai em busca do quinto título seguido na competição. E apesar de toda sua experiência e de já ter se tornado o recordista de títulos e finais de Grand Slam, ele garante que a motivação não muda e encara cada decisão como se fosse a primeira.

"Minha ambição é sempre a maior: Quero sempre ganhar o título. Isso não muda, independentemente do lugar nos livros de história”, disse Djokovic em sua coletiva de imprensa nesta sexta-feira. "Talvez algumas pessoas pensem que seria um grande alívio para mim vencer Roland Garros, sendo o único tenista masculino com 23 Grand Slam. Não é. A pressão ainda existe e é muito alta".

"Ainda sinto arrepios, frio na barriga e nervosismo em cada partida. Então, vou para a final de domingo como se fosse a minha primeira. Não quero pensar nessa final de forma mais relaxada do que nas anteriores,. O objetivo e a abordagem serão tão sérios e profissionais como sempre foram", acrescentou o sérvio, que pode voltar ao topo do ranking em caso de título neste domingo. Ele enfrentará o espanhol Carlos Alcaraz, atual líder do ranking.

Djokovic venceu os três últimos Grand Slam que disputou. Sua derrota mais recente em torneios deste porte foi para Rafael Nadal nas quartas de Roland Garros no ano passado. "Não é segredo que os torneios do Grand Slam são a minha maior prioridade. Toda vez que começo a temporada, quero atingir meu melhor nível nesses quatro torneios. Procuro organizar meu calendário, a agenda de treinos, as minhas semanas de preparação e todos os torneios, de acordo com essas prioridades. Nos últimos anos, minhas temporadas de Grand Slam foram incríveis. Os resultados são fantásticos".

"Tenho uma boa equipe de pessoas ao meu redor. Fazemos as coisas de maneira adequada diariamente. Acho que isso nos traz benefícios quando chegamos aos estágios finais de um Grand Slam. A maioria dos jogadores provavelmente está um pouco exausta fisicamente, mentalmente, ou talvez não sinta que pode dar um passo adiante. Sinto que o trabalho não está terminado até que eu levante o troféu", acrescentou o heptacampeão, que não perde em Wimbledon desde 2017 e não é derrotado na Quadra Central desde a final de 2013 contra Andy Murray.

Vitória sobre Sinner na semifinal

Para garantir sua vaga na decisão, Djokovic superou nesta sexta-feira o italiano de 21 anos Jannik Sinner, oitavo do ranking, por 6/3, 6/4 e 7/6 (7-4). "Em uma semifinal, você sempre espera uma partida muito tensa e acirrada. Foram três sets muito próximos. Acho que o placar talvez não dê a realidade do que estava acontecendo na quadra. Foi muito perto. O terceiro set poderia ter ido para ele, que teve dois set-points no 5/4. Ele errou algumas bolas e isso me forçar o tiebreak. Mas ele provou porque é um dos líderes da próxima geração e um dos melhores jogadores do mundo que temos, sem dúvida. É muito bom fazer parte dessa nova geração. Eu amo isso".

Duelo de gerações com Alcaraz
O adversário de Djokovic na final do próximo domingo às 10h (de Brasília) é ainda mais jovem. Carlos Alcaraz tem apenas 20 anos e já tem um título de Grand Slam, no último US Open. O histórico de confrontos entre o sérvio e o espanhol está empatado por 1 a 1.

"Esta é provavelmente a final mais esperada desde o início do torneio para a maioria das pessoas. Nós dois estamos em boa forma e jogando bem. Sim, eu tenho mais experiência jogando em muito mais finais de Grand Slam ou de Wimbledon. Será a primeira final dele aqui. Ainda assim, ele está em ótima forma e muito motivado. Ele é jovem, está com fome de conquistas. Mas eu também tenho essa fome. Então vamos fazer um banquete!"

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