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Kyrgios tenta encerrar jejum australiano de 20 anos
09/07/2022 às 15h15

Londres (Inglaterra) - Outrora uma das maiores potências do circuito internacional, o tênis australiano depende neste domingo de Nick Kyrgios para encerrar duas décadas exatas sem qualquer troféu de simples masculino em Grand Slam. O último a vencer foi Lleyton Hewitt, justamente em Wimbledon de 2002, numa campanha em que derrotou Tim Henman na semifinal antes de passar pelo surpreendente argentino David Nalbandian. Hewitt havia sido também o último australiano a atingir uma final de Grand Slam, quando foi vice-campeão do Australian Open de 2005.

Número 40 do ranking no momento, após duas semifinais em torneios preparatórios para a grama em Stuttgart e Halle, Kyrgios também pode quebrar uma marca de 21 anos e se tornar o campeão de mais baixo ranking e não cabeça de chave a conquistar o torneio, repetindo façanha de Goran Ivanisevic, então 125º do mundo em 2001. Curiosamente, o canhoto croata é hoje o treinador de Novak Djokovic, o adversário de Kyrgios na decisão das 10 horas. Além de Ivanisevic, apenas Boris Becker ganhou sem ser cabeça.

Junto a Hewitt, outros três australianos levantaram o troféu de Wimbledon na Era Profissional: Rod Laver e John Newcombe venceram duas vezes, num período dominante entre 1968 e 1971, e Pat Cash foi campeão em 1987. No geral dos Grand Slam, Ken Rosewall, Patrick Rafter e Mark Edmondson completam o quadro de sete australianos a faturar Slam na fase aberta, ou seja a partir de 1968.

Apesar do talento inegável, Kyrgios soma apenas seis títulos de primeira linha no circuito, nenhum sobre a grama, e não sente o gostinho de uma conquista há quase três anos, em Washington. Em duplas, no entanto, obteve seu primeiro grande sucesso em Slam ao vencer o Australian Open ao lado do amigo Thanasi Kokkinakis.

Ele já foi 13º do mundo em outubro de 2016, porém sua marca sobre top 5 em torneios de Grand Slam é fraca: apenas 2 em 12 tentativas, mas curiosamente ambas em WImbledon. A primeira em 2014 sobre Rafael Nadal e a outra, dias atrás diante de Stefanos Tsitsipas, vitória que encerrou sequência de nove derrotas para esse nível de adversário em Slam e de sete no circuito em geral, onde agora tem 12 em 36 jogos.

Seu histórico contra Novak Djokovic é positivo, algo bem raro no circuito, com duas vitórias nos confrontos realizados, façanha que divide com Jiri Vesely entre os em atividade e com Marat Safin no geral. O australiano ganhou ambos em 2017, num curto periodo de três semanas entre Acapulco e Indian Wells, sem perder set.

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