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Liberação do 'coaching' não é unanimidade em NY
27/08/2022 às 13h38

Nova York (EUA) - A comunicação entre técnico e tenista, o ‘coaching’, foi liberada em forma de testes na temporada norte-americana de quadras duras, que termina nas próximas duas semanas com a disputa do US Open, que será o primeiro Grand Slam que terá abertamente essa possibilidade. Às vésperas do torneio, a nova regra está longe de ser uma unanimidade entre os jogadores.

Atual campeão do US Open, o russo Daniil Medvedev se mostrou cético sobre o quão significativa será a mudança de regra. "Nunca fui contra a comunicação, mas sei que não vou usar isso com meu treinador porque sabemos como trabalhamos juntos. De 10 ou 20 jogos, talvez em 1 ele tentará introduzir algo durante a partida, mas na maioria das vezes não vamos precisar disso”, argumentou o líder do ranking.

Por sua vez, a número 1 do mundo feminino Iga Swiatek foi mais cautelosa. “Eu entendo que os jogadores dizem que é um esporte individual e que todos devemos resolver nossos problemas na quadra sozinhos, mas, por outro lado, basicamente há essa comunicação na maioria dos esportes”, comentou a polonesa.

"No futebol os treinadores podem gritar, mesmo que haja 11 homens crescidos em campo e eles devem saber o que fazer. Eles provavelmente conhecem as táticas, mas ainda tem alguém falando. No basquete há tempos técnicos", acrescentou Swiatek.

O mais firme em seu posicionamento foi o tenista da casa Taylor Fritz, firmemente contra a mudança, acreditando que isso prejudica a natureza individual de resolução de problemas do esporte. "Eu realmente odeio isso, não é algo que deveria fazer parte do nosso esporte. O tênis é um esporte individual, então por que outra pessoa poderia ajudá-lo?”, disparou o 12º colocado no ranking da ATP.

“Acho que as pessoas subestimam o quão mental e estratégico o esporte é, então não entendem o quão grande é a diferença. Eu acho que descobrir por si mesmo na quadra é uma grande parte do nosso esporte, você tem que mudar as coisas por si mesmo, descobrir o que está acontecendo, ajustar-se ao que o oponente está fazendo. Sinto que estamos perdendo uma parte importante do nosso esporte”, finalizou.

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