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Gauff: 'Com novo técnico, mudei a mentalidade'
04/09/2022 às 21h46

Gauff chega às quartas de final de um Grand Slam pela segunda vez na temporada e na carreira

Foto: USTA

Nova York (EUA) - Cada vez mais consolidada entre as principais jogadoras do circuito e ganhando mais experiência nos grandes palcos, Coco Gauff vive o melhor momento da carreira aos 18 anos. Apesar da pouca idade, a jovem norte-americana já faz sua quarta participação no US Open e chega pela primeira vez às quartas. E segundo a número 12 do mundo, um dos responsáveis para sua grande fase é o técnico argentino Diego Moyano, que chegou à equipe durante a temporada de saibro e acompanhou a tenista na campanha até a final de Roland Garros.

"O começo do ano foi bem difícil para mim, no tênis e na vida. Eu estava perdendo minha identidade na quadra e estava muito confusa sobre como eu queria jogar. Trouxe um novo treinador e ele me ajudou muito a encontrar minha identidade e como eu quero jogar. Então, crédito a ele por isso", disse Gauff, que ainda não perdeu sets neste US Open. E logo depois de cada partida, ela vai para a quadra de treino. "É uma estratégia do meu técnico de recriar o sentimento que eu tive em quadra por mais tempo".

"Acho que antes eu confiava demais na minha velocidade. Porque contra jogadoras de ranking mais baixo, eu poderia me safar apenas chegando em todas as bolas. Mas contra jogadoras mais altas, e que batem muito forte, isso já não estava funcionando mais. Acho, a minha mentalidade mudou sobre como estou usando meu atleticismo. Estou tentando usá-lo como uma arma, para chegar agressivamente às bolas e atacar a rede, e não tanto como mecanismo de defesa", complementou a jovem tenista.

Gauff vem de um jogo duríssimo nas oitavas, em que superou a chinesa Shuai Zhang por duplo 7/5. "Foi uma partida de muita qualidade. Disse ao meu treinador que não ganhei nenhum ponto de graça, e acho que eu também não estava dando nada de graça, apesar de ter feito algumas duplas faltas. Estou super feliz com a forma como joguei. Foi um jogo mental e fisicamente difícil. Mas acho que isso mostra que todos os treinos estão dando resultado".

A partida contra Zhang precisou ser interrompida para o fechamento do teto do Arthur Ashe Stadium e Gauff precisou de tempo para se adaptar às condições. "Nos dois primeiros games foi mais difícil por causa da mudança na iluminação, fica um pouco mais úmido quando o teto está fechado, mas não importa tanto. Talvez, com o teto fechado seja melhor, porque eu estou acostumado a treinar na Flórida, então quanto mais quente melhor", afirma a jogadora da casa, que também aproveitou a atmosfera favorável no estádio. "Foi insano ver todo mundo no Ashe gritando o meu nome. Eu tentei continuar focada, não acreditava que o público estava me apoiando tanto".

Em busca de sua segunda semifinal de Grand Slam na temporada e na carreira, Gauff enfrenta a francesa Caroline Garcia, que está invicta há 12 jogos. Ex-top 5 e atual 17ª do ranking, Garcia está com 28 anos e conquistou há duas semanas o WTA 1000 de Cincinnati. "Ela é obviamente uma grande jogadora e está jogando seu melhor tênis em muito tempo. Vai ser um desafio".

"Quando você enfrenta essas jogadores que estão embaladas, é mais um desafio mental. Você só tem que aceitar que ela vai fazer alguns ótimos pontos, porque eu sei que ela vai. Mas acho que minha mentalidade tem sido ótima. Joguei contra duas adversárias semelhantes, Madison Keys, que consegue fazer winners incríveis, e mesmo com a Shuai hoje. Restava para mim aceitar e pensar no próximo ponto. Vou fazer isso na próxima partida".

Gauff lidera o histórico contra Garcia por 2 a 0, a primeira partida foi no ano passado em Indian Wells, e a segunda no início da atual temporada, em Doha. "Para ser honesta, eu provavelmente tenho que assistir ao jogo que fizemos em Doha, porque sinto que isso foi há muito tempo, mas tenho que assistir também as últimas partidas dela. Acho que ela é apenas uma jogadora diferente de que enfrentei no início deste ano".

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