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Ruud não quer pensar na chance de ser o número 1
06/09/2022 às 21h03

Nova York (EUA) - Autêntico especialista sobre o saibro, a ponto de ter decidido Roland Garros deste ano, o norueguês Casper Ruud tem causado surpresa com suas apresentações firmes no piso veloz de Flushing Meadows. Nesta terça-feira, mesmo com teto fechado que deixa a quadra ainda mais rápida, ele bateu o italiano Matteo Berrettini sem perder set.

Garantido como top 3 no ranking, o que será sua maior marca pessoal, chegar ao número 1 continua possível, ainda que dependa do título no domingo. Ruud diz que tenta não pensar nisso: "Qualquer tenista jovem sonha com isso, então se estou nessa condição tenho que tentar chegar lá. No fundo, é uma motivação extra, algo que serve quando você estiver atrás do placar e tem de continuar lutando. Qualquer coisa pode acontecer a partir da semifinal e se eu tiver muita sorte poderei sair daqui com o número 1".

Ruud admitiu certa surpresa com seu início fulminante diante de Berrettini, quando chegou a abrir 6/1 e 5/1. "Este foi o melhor início de partida que eu já tive. Tudo estava indo para meu lado, acertava tudo e ao mesmo tempo Matteo não estava sacando como costuma fazer. Acho que aprovei bem as chances", avaliou.

Ele no entanto diz que ficou nervoso a partir daí justamente devido à ampla liderança: "Por vezes, você fica entusiasmado demais e pensa que pode andar sobre a água... Então tive de me acalmar um pouco e por sorte saquei bem na hora de concluir o segundo set".

Sobre sua campanha inédita em Flushing Meadows - nunca havia passado das oitavas -, ele acha que jogar nos estádios maiores o ajuda. "A Arthur Ashe me permite jogar bem mais atrás da linha de base, há muito espaço. É uma quadra especial, realmente grande, estou gostando de jogar nela".

E ele jogará de novo na Ashe na sexta-feira, quando acontecem as semifinais masculinas. Seu adversário sai do duelo desta noite entre Nick Kyrgios e Karen Khachanov.

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