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Sabalenka: 'Mudei totalmente o movimento do saque'
07/09/2022 às 19h50

Sabalenka trouxe um especialista em biomecânica para a equipe e corrigiu os problemas com o saque

Foto: Darren Carroll/USTA

Nova York (EUA) - Semifinalista do US Open pelo segundo ano consecutivo, Aryna Sabalenka tem se destacado por apresentar um desempenho mais estável em seu saque, muito diferente do que vinha acontecendo no início da temporada, quando as duplas faltas e quebras eram frequentes. Ela credita essa melhora ao trabalho de Gavin MacMillan, um especialista em biomecânica, que passou a fazer parte da equipe.

"Eu mudei completamente o movimento. Agora eu tenho mais um treinador no meu time e ele está realmente me ajudando com meu saque. Fiz mudanças na biomecânica e agradeço ao Gavin por me ajudar a corrigir o meu saque", disse Sabalenka, após a vitória por 6/1 e 7/6 (7-4) sobre Karolina Pliskova nesta quarta-feira em Nova York. Durante a partida, ela disparou 7 aces, fez só 3 duplas faltas e não enfrentou break-points.

"Antes o meu toss era muito para frente e eu batia muito forte na bola, sem spin. E agora eu não vou muito para o ace, apenas tento colocar o saque com mais margem e começar a jogar os pontos", acrescenta a bielorrussa, que espera pela vencedora entre a polonesa Iga Swiatek, número 1 do mundo, e a norte-americana Jessica Pegula, oitava colocada.

Com o banimento aos tenistas russos e de Belarus durante Wimbledon, Sabalenka aproveitou o período sem competições para intensificar a rotina de treinos. "Tive uma segunda pré-temporada e treinei muito duro, trabalhei muito no meu saque. Mas foi uma época difícil, especialmente quando eu estava malhando na academia e tinha Wimbledon passando na TV. Eu sempre desligava porque não conseguia assistir".

"Eu adoro aquele torneio. Tinha muitas boas lembranças de lá e sinto muita falta. Por isso não pude assistir, porque me lembra dos ótimos momentos que passei em Wimbledon", revela a tenista de 24 anos, que foi semifinalista no Grand Slam da grama em 2021.

A atual número 6 do mundo conseguiu defender os 780 pontos conquistados na edição passada do US Open e agora quer ir além. "Eu não esperava isso. Eu já estava preparada para cair no ranking e perder todos os meus pontos. Eu estava tentando já pensar na próxima temporada, e acho que isso que tirou a pressão de cima de mim. Ainda estou no torneio e tenho a oportunidade de conseguir pontos extras".

"É a segunda vez que faço isso. Já estive nessa situação, só não me lembro do ano. Eu acho que foi em 2018, quando eu ganhei Wuhan e eu fui bem no final da temporada, e então no ano seguinte, não estava indo muito bem e tinha muitos pontos para defender na China, mas lidei muito bem com essa pressão".

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