
Nova York (EUA) - A polonesa Iga Swiatek chegou no US Open com dúvidas sobre o que poderia fazer no último Grand Slam da temporada. Primeiro por conta dos resultados nos torneios preparatórios, que não foram muito bons, depois também pela questão das bolas, que ganharam os holofotes com reclamações da número 1 do mundo. Mesmo assim, ela foi crescendo e agora já está nas semifinais em Nova York.
“Estou muito orgulhosa porque sinto que estou jogando cada vez melhor e a cada partida. Jessie foi uma oponente difícil hoje, com certeza. O segundo set foi muito apertado, nós dois estávamos lutando até o último ponto. Sinto como se tivesse dado um click e hoje pude usar um pouco mais a minha intuição”, falou Iga após bater a norte-americana Jessica Pegula por 2 sets a 0.
“Não precisei me preocupar com todas essas coisas técnicas em que estive trabalhando, as coisas fluíram mais naturalmente hoje. Consegui me concentrar em coisas mais básicas. Isso foi bom porque eu não tinha milhares de coisas para pensar na minha cabeça. Eu só estava jogando um pouco melhor”, complementou a polonesa.
Em sua primeira partida no Ashe na rodada noturna, Swiatek mal conseguiu sentir a diferença. “Honestamente, estava em um nível de foco tão diferente que não percebi a maioria das coisas que estavam ao redor. Talvez não tenha conseguido aproveitar, mas acho isso bom, porque entrei em quadra preocupada somente com o que tinha para fazer lá”, observou a número 1.
Swiatek terá agora pela frente a bielorrussa Aryna Sabalenka, contra quem jogou quatro vezes, perdeu a primeira, em 2021, e depois venceu as três seguintes, ambas na atual temporada e justamente no período das 37 vitórias seguidas. “Em cada uma dessas partidas eu tinha um nível de confiança totalmente diferente. Então é difícil comparar”, analisou a polonesa, já pensando na próxima rival, que
“Em Doha foi no começo. Não foi o início da sequência, mas foi a primeira partida em que percebi que podia jogar realmente sólido contra esses jogadores do top 10. Aryna estava jogando muito bem. Isso realmente me deu esperança e motivação para o futuro. Em Stuttgart, senti que continuei o que vinha fazendo nos últimos torneios. Aqui é um Grand Slam, pela primeira vez vamos jogar uma contra a outra em um Grand Slam. Então não sei como vai ser”, finalizou.