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'Estou orgulhosa e um pouco surpresa', diz Swiatek
10/09/2022 às 22h45

Nova York (EUA) - A falta de bons resultados depois de Roland Garros, as derrotas nos torneios preparatórios e a dificuldade de adaptação com a bola mais leve usada nesses torneios colocaram dúvidas sobre a capacidade de Iga Swiatek conquistar o US Open numa superfície bem mais veloz. Mas a polonesa de 21 anos superou seus desafios e chegou a seu primeiro Grand Slam fora do saibro.

"No começo da temporada, eu achei que poderia me dar bem na quadra sintética e já fui semi da Austrália. Mas não sabia se já tinha condições de ganhar um Slam, especialmente o US Open, em que a superfície é tão veloz", ponderou ela. "Não esperava esse título, isso é certo, mas para mim é a confirmação de que o céu é o meu limite. Estou orgulhosa do que fiz mas também um pouco surpresa".

Questionada sobre a diferença entre jogar no saibro de Paris e na quadra dura de Nova York, Swiatek explicou que não é apenas uma questão do piso. "Em Roland Garros, eu me sentia mais no comando, sinto a Philippe Chatrier como meu lugar. Aqui no Arthur Ashe ainda preciso me adaptar à atmosfera, Eu estava realmente focada, mantive minha expectativa baixa e acho que as pessoas não esperavam tanto de mim na quadra dura. Acho que Roland Garros é mentalmente mais duro, mas aqui a forma de jogar e o físico pesam mais".

Ela voltou a explicar a questão das bolas mais leves usadas no US Open e nos torneios preparatórios. "Realmente tive problema para me adaptar à bola, precisei de mais tempo. O fato de a temperatura ter caído na segunda semana do US Open também me ajudou. Fiz ajustes o tempo todo e estava errando muito, até a hora que eu aceitei que iria mesmo errar bastante".

Sobre a final diante de Ons Jabeur, a polonesa acha que jogou bem. "Estou muito orgulhosa de mim mesma porque não foi um jogo fácil, apesar de eu ter dominado no começo. Foi o melhor início de partida que tive aqui. Sabia que ia ser apertado e que Ons aproveitaria qualquer erro que eu fizesse. O segundo set ficou mais físico e subi meu nível de energia, então pude ser muito precisa nos momentos que mais precisava. Jogamos uma partida de bom nível hoje e foi um alívio não ter ido para um terceiro set".

Swiatek revelou também a dificuldade de se manter totalmente focada nos treinos e nos jogos durante o US Open. "Procurei evitar distrações, o que é difícil aqui. Você encontra muita gente. Eu conheci o Seal! E mesmo que perdesse, já estava feliz porque tirei uma foto ao lado dele. São coisas que só acontecem em Nova York".

Apesar do grande domínio no circuito - terá o dobro de pontos no ranking nesta segunda-feira em cima da própria Jabeur -, ela diz que há coisas a se fazer. "Ainda tenho muito a evoluir. Me sinto hoje com mais soluções e opções em quadra do que tinha antes, estou usando minhas habilidades muito bem".

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