
Nova York (EUA) - Apesar da segunda derrota seguida na final de um Grand Slam, a tunisiana Ons Jabeur não desanima. Ela lembra que as coisas geralmente demoraram em sua carreira e que portanto vai insistir para tentar ganhar um Slam. E avisa: com poucos pontos a defender em 2023, terá como meta o número 1 do ranking.
"Demorei um pouco para ganhar meu primeiro título WTA, então este troféu de Slam também levará algum tempo. O mais importante é aceitar e aprender com minhas derrotas. Não sou alguém que joga a toalha. Tenho certeza que estarei numa final novamente. Eu farei o meu melhor para isso", afirma ela. "Perder Wimbledon foi difícil e este também será difícil. Vou dormir algumas horas nos próximos dias. Faz parte do tênis ganhar e perder".
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Jabeur admitiu que chorou assim que sentou na cadeira ao final da partida. “A primeira coisa que fiz foi chorar, mas foi bom deixar as emoções saírem. Em Wimbledon fiz o meu melhor para me preparar, talvez tenha pensado demais nisso. Desta vez eu estava mais nervosa do que em Londres. Trabalhei na minha respiração. Esta final foi mais estressante para mim e sei que vou aprender com isso. Eu preciso entender o que realmente aconteceu".
Sobre a partida contra Iga Swiatek, a tunisiana fez grandes elogios à adversária. "Ela eleva o nível nos momentos certos. Sabe exatamente o que fazer. Seu forehand e saque melhoraram muito. É difícil jogar contra alguém que sempre coloca mais uma bola na quadra. Fisicamente, está em toda parte", ressaltou.
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Seu plano imediato é voltar para casa e descansar duas semanas e aí se preparar para o Finals, talvez jogando um torneio que acontecerá na Tunísia. “O Finals é mini Grand Slam, algo grande para mim. Sempre sonhei em jogar". E a meta agora passa a ser também a liderança do ranking. "Sinto que tenho muito a provar na próxima temporada. Não tenho pontos para defender na Austrália, em Roland Garros ou em Wimbledon. É algo bom. Eu definitivamente vou em busca do número 1".
Pioneira em países de origem árabe e no continente africano em diversas façanhas no circuito de tênis, Ons quer ser um exemplo. "Quero ganhar um Grand Slam para mostrar que não é algo impossível para alguém do meu país, do meu continente. Apenas preciso continuar melhorando. No futuro, talvez eu possa usar minha experiência para orientar os jovens, que assim poderão economizar tempo. As meninas africanas têm sempre de acreditar em si mesmas e nunca desistir. É o que eu fiz. Joguei muitos torneios africanos e a maneira como eles lutam é inacreditável. Espero que um dia eles encontrem alguém para guiá-los".