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Lembre como foi ascensão meteórica de Alcaraz
11/09/2022 às 21h02

Nova York (EUA) - O espanhol Carlos Alcaraz, aos 19 anos e quatro meses, passou à história do tênis neste domingo ao se tornar o primeiro adolescente a liderar o ranking mundial, superando a marca anterior do australiano Lleyton Hewitt, que assumiu o posto aos 20 anos e nove meses em novembro de 2001, então substituindo Gustavo Kuerten.

O pupilo de Juan Carlos Ferrero igualou as marcas de Carlos Moyá, Andre Agassi e Pete Sampras, três outros jogadores que saltaram diretamente do quarto lugar para o número 1, os dois primeiros em 1999 e Sampras em 2000.

Há dois anos, no final de agosto de 2020, Alcaraz era o 217º do mundo após vencer um challenger na Itália, mas continuou ascenção e entrou para a faixa dos 150 primeiros antes mesmo de a temporada acabar com mais dois títulos challengers, agora no saibro espanhol.

O top 100 chegou em maio do ano passado, antes mesmo de disputar Roland Garros, onde furaria o quali e chegaria na terceira rodada. Veio então seu primeiro troféu de ATP, no saibro de Umag, que o ajudou a ir para o 55º, e um desempenho inesperado sobre a quadra dura, com semi em Winston-Salem e quartas no US Open. Já se tornava 38º e terminaria a temporada como 32º.

A conquista do Rio Open, seu primeiro 500, foi o passaporte para o top 20. Fez a transição para a quadra sintética e deu trabalho na semi de Miami para Rafael Nadal para em seguida derrotar três dos 10 melhores do mundo - Stefanos Tsitsipas, Hubert Hurkacz e Casper Ruud - e levantar o troféu em Miami.

Ao vencer mais um 500, agora no saibro de Barcelona, Alcaraz passou a integrar o top 10 do ranking e emendou com o sucesso no Masters de Madri para subir ao sexto lugar. Foi quartas em Roland Garros e vice em Hamburgo e isso o fez aparecer entre os cinco primeiros de forma inédita. Por fim, mais uma final em Umag lhe deu o recorde até então do quarto posto, classificação com a qual iniciou o US Open.

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