
Melbourne (Austrália) – Novak Djokovic foi bastante exigido no confronto de segunda rodada do Australian Open nesta quinta-feira. Apesar do placar apontar grande domínio no primeiro e nos dois últimos sets, ele viu o francês Enzo Couacaud levar a segunda parcial no tiebreak e precisou de 3h05 para sacramentar a classificação à terceira fase do torneio pelo placar de 6/1, 6/7 (5-7), 6/2 e 6/0.
Jogando novamente com uma proteção na coxa esquerda, o sérvio precisou de atendimento médico fora da quadra no segundo set e disse que a lesão ainda o incomoda. "A situação da minha perna não é a ideal. Não quero ir muito fundo nisso, mas desejava que algumas coisas fossem diferentes em como me sinto com a minha perna", disse.
"Eu tenho que levar isso dia após dia, ainda bem que em Grand Slam temos sempre um dia de intervalo entre as partidas, então pelo menos você tem algum tempo para tentar se recuperar para a próxima partida. Isso é o que eu vou fazer, não estou treinando nesses dias para tentar dar mais tempo possível para a minha perna ficar um tanto 'ideal' para jogar em alto nível", acrescentou.
"Estou preocupado, não posso dizer que não estou. Mas tenho que ajustar as circunstâncias. Tenho duas opções: largar ou continuar. Escolhi continuar", comenta o veterano de 35 anos, que agora enfrenta o búlgaro Grigor Dimitrov.
Crítica ao comportamento do público
Além de um adversário aplicado e dos incômodos com a perna, Nole teve ainda de lidar com o mau comportamento de alguns torcedores ao longo da partida, situação que irritou o tenista, que precisou pedir interferência do árbitro de cadeira.
"Não estou generalizando, a maior parte do público tem sido muito correta. Refiro-me a alguns indivíduos que passaram dos limites em diversas ocasiões. Desde o início do jogo, um grupo de meninos estava me insultando e me desrespeitando toda vez que eu ia pegar minha toalha perto da arquibancada. Era óbvio que eles estavam sob efeito de álcool", relatou.
"Aguentei uma hora e meia, quase duas horas até. Eu posso tolerar cinco ou seis vezes, mas há um limite. Esse limite foi ultrapassado e perguntei ao árbitro de cadeira se ele ia fazer algo sobre isso ou não, e ele fez. Sinto que é desnecessário para qualquer jogador ser colocado nesta posição", finalizou.
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— #AusOpen (@AustralianOpen) January 19, 2023