Melbourne (Austrália) – Classificado para as oitavas de final pela terceira vez em sete participações no Australian Open, o russo Andrey Rublev vem fazendo uma boa campanha em 2023, tendo perdido apenas um set em três partidas até aqui. Apesar disso, o atual número 6 do mundo confessou que ainda tem algumas batalhas internas para conseguir alçar voos maiores nas grandes competições.
"Houve momentos em que senti que poderia chegar às semifinais ou talvez até à final, e então nada disso acontece. Tenho um bom jogo para lutar contra os melhores tenistas do mundo, mas a parte mental me impede na maioria das vezes. Às vezes eu quero muito e não consigo me controlar", expôs o jogador de 25 anos que tem 12 títulos de ATP na carreira, mas nenhum Masters 1000 ou Grand Slam.
"Desta vez não quero pensar em oportunidades. Tenho o próximo jogo e vou tentar fazer o meu melhor. Se eu não ganhar, nada acontece. Vou voltar para casa para treinar e me preparar para os próximos torneios, é só o começo da temporada", completou.
Neste sábado, Rublev garantiu vaga na quarta rodada do Aberto da Austrália após bater o britânico Daniel Evans marcando parciais de 6/4, 6/2 e 6/3. Jogando com autoridade, o russo teve no saque um dos seus principais trunfos. Ao todo, ele anotou 10 aces, cometeu apenas uma dupla falta, terminou a partida com 75% de aproveitamento dos pontos em seu serviço e não sofreu uma quebra sequer.
"Hoje estou feliz com meu jogo, principalmente porque da última vez que o enfrentei perdi em dois sets, então me vinguei. O primeiro set não foi incrível, mas também não foi ruim, eu estava sacando bem, mas sem fazer nada de especial. Assim que ganhei o primeiro set, comecei a sentir algum alívio, mais confiante e que posso subir de nível", comentou na entrevista coletiva.
Na próxima rodada, Rublev terá um interessante duelo contra o jovem Holger Rune, de 19 anos, que bateu também neste sábado o francês Ugo Humbert por 6/4, 6/2 e 7/6 (7-5). Para o russo, a pressão estará maior do outro lado da quadra.
"Ele é um menino super talentoso e já não tem nada a perder, porque não sai como favorito. Veremos, vai ser difícil para ele. Serei aquele que também não tem nada a perder, porque ele venceu nosso primeiro duelo", relembrou o único duelo entre eles nas oitavas do Masters 1000 de Paris no ano passado, vencido pelo dinamarquês em sets diretos. “Ele sentirá mais pressão do que gostaria para ganhar", finalizou.