
Melbourne (Austrália) - De volta às quartas de final de um Grand Slam após três anos e meio, Donna Vekic se sente muito mais preparada para lutar pelo título. Aos 26 anos, a croata afirma que, pela primeira vez, terá uma chance real de ser campeã neste Australian Open. Recuperada de lesão e cirurgia no joelho, Vekic vem retomando o ritmo de jogo e a confiança desde o ano passado. Além disso, ela reforçou a equipe com a lenda Pam Shriver, ex-número 3 do mundo em simples e vencedora de 21 títulos de Slam nas duplas, e destacou os conselhos recebidos pela multicampeã.
"O objetivo de todo jogador é ganhar um título de Grand Slam, mas a diferença agora é que eu realmente acredito que posso fazer isso, pela primeira vez na minha vida", disse Vekic, em entrevista ao portal Tennis Majors. A croata avançou às quartas depois de vencer a jovem tcheca de 17 anos Linda Fruhvirtova por 6/2, 1/6 e 6/3. Sua próxima rival será a bielorrussa Aryna Sabalenka, núero 5 do mundo.
"Eu tenho um ótimo histórico contra ela, mas todas as nossas partidas foram muito difíceis, então tenho certeza que a próxima também será", disse a croata, que lidera o histórico contra Sabalenka por 5 a 1. "Tenho que focar em uma partida de cada vez e não pensar que são quartas de final. É uma grande partida para nós duas. Tenho certeza que ela vai sentir isso também. Vou tentar me vingar a derrota da Belinda", comenta a tenista, ao lembrar que Sabalenka derrotou Belinda Bencic, uma de suas melhores amigas no circuito.
Vekic chegou a ser 19ª do ranking no fim de 2019, pouco depois de ter alcançado as quartas de final do US Open. Mas saiu do top 100 no ano passado, depois de ter operado o joelho. Sua reação veio no fim da temporada, com uma ótima campanha até a final do WTA 500 de San Diego, em outubro, e continua no início de 2023. Ela aparece atualmente na 64ª posição do ranking.
"Sinto que tudo já deu certo no final do ano passado. Tenho jogado muito bem desde o US Open, mesmo tendo perdido na primeira rodada contra a Kudermetova. Em San Diego, melhorei muito e tive muitas vitórias, que me deram confiança e me mostraram que posso voltar a jogar em alto nível. Após a cirurgia, demorei um ano e meio para atingir esse patamar e estou feliz por ter conseguido reproduzi-lo no início de 2023", comenta a croata.
"Na verdade, estou gostando mais do tênis a cada ano. Talvez pelas dificuldades que tive com lesões, agora posso valorizar ainda mais quando tenho a oportunidade de jogar, principalmente nos maiores estádios dos maiores torneios. É ainda melhor quando eu ganho. Tenho um objetivo claro na cabeça, o tênis me preenche e me dediquei totalmente para alcançar esse objetivo", complementou.
Trabalho com Pam Shriver na equipe
A experiente jogadora também falou sobre a dinâmica que tem com Pam Shriver na equipe. "Meu treinador principal é Nikola Horvat, que já trabalhou com a Timea Babos. Começamos nossa colaboração no ano passado em Cincinnati e, em seguida, adicionamos a Pam Shriver. Deu certo instantaneamente em San Diego. Ela é uma treinadora, consultora e mentora, como você quiser chamar. Estou particularmente feliz que Nico e ela se dão muito bem", explicou.
"A chave é a comunicação entre eles, e então como eles apresentam suas opiniões para mim. Eles estão muito bem sincronizados. A coisa mais importante para mim pessoalmente, porém, é que temos uma atmosfera muito boa dentro da equipe, já que eles são meus amigos em primeiro lugar".