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Pai de Djoko é filmado com manifestante pró-Rússia
26/01/2023 às 08h22

Srdjan posou ao lado de um homem que carregava uma bandeira com o rosto do presidente russo Vladimir Putin

Foto: Reprodução

Melbourne (Austrália) - No mesmo dia em que manifestantes pró-Rússia conseguiram passar pela segurança do Melbourne Park e acompanhar a rodada do Australian Open utilizando adereços que apoiam a invasão ao território da Ucrânia, Srdjan Djokovic, pai do nove vezes campeão Novak Djokovic, posou para fotos com integrantes desse grupo.

Segundo informou o portal britânico INews, Srdjan aparece em uma imagem ao lado de um homem que carregava uma bandeira com o rosto do presidente russo Vladimir Putin e vestia uma camiseta preta com a letra Z, símbolo que tem sido utilizado pelo exército russo e por grupos ultranacionalistas desde o início da guerra há quase um ano.

Ao posar com Srdjan, o homem com a bandeira também envia uma mensagem de saudação a Alexander Zaldostanov “de Melbourne, Austrália, para nossos irmãos em Moscou”. Zaldostanov é o líder do grupo "Night Wolves", aliado próximo de Putin, e cuja bandeira foi vista do lado de fora da Rod Laver Arena. Ao fim do encontro, o pai do tenista também teria dito uma frase de apoio à Rússia. 

A Tennis Australia se manifestou por meio de um comunicado: "Um pequeno grupo de pessoas exibiu bandeiras e símbolos inapropriados e ameaçou os guardas de segurança após uma partida na noite de quarta-feira e foi despejado. Os jogadores e suas equipes foram informados e lembrados sobre a política do evento em relação a bandeiras e símbolos e para evitar qualquer situação que possa atrapalhar. Continuamos trabalhando em estreita colaboração com a segurança do evento e as agências de aplicação da lei".

Organização orientou veto a adereços pró-Rússia

Desde o início do Australian Open, a organização do evento orientou a equipe de segurança a barrar a entrada de adereços que remetam apoio à guerra na Ucrânia. O documento lista algumas variações da bandeira russa e do antigo Império russo, além de bandeiras de Belarus e de camisas negras com a letra Z estampada em branco.

A equipe de Djokovic foi procurada para comentar o assunto, mas não se manifestou oficialmente. Ele enfrenta o norte-americano Tommy Paul nesta sexta-feira, em busca de uma vaga na final do torneio. Cabe a contextualização que no ano passado, o ex-número 1 do mundo se mostrou contrário à guerra, oferecendo até mesmo apoio financeiro ao também tenista ucraniano Sergiy Stakhovsky, que atuou em zonas de conflito na Ucrânia.

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