Notícias | Dia a dia | Roland Garros
Djoko: 'Com anúncio de Rafa, se foi uma parte minha'
27/05/2023 às 14h55

Paris (França) - Com a ausência do espanhol Rafael Nadal nesta edição de Roland Garros, o sérvio Novak Djokovic será o maior campeão do torneio na chave. Como admirador do tênis, ele lamentou que o dono de 14 títulos no saibro parisiense não esteja na disputa deste ano, mas como jogador ele não escondeu que não contar com o canhoto de Mallorca na chave acaba facilitando sua vida na competição.

“Sinceramente, não sinto falta dele na chave (risos). Não tenho tido muito sucesso contra ele no nosso confronto direto em Roland Garros, consegui vencê-lo duas vezes, mas foi preciso sangue, suor e lágrimas. Sei como é difícil enfrentá-lo em qualquer lugar do mundo, mas especialmente aqui, onde não só fez história em termos de recordes, mas sim que conquistou o coração de muitos fãs”, falou Djokovic.

Porém, o sérvio sabe que a ausência do espanhol diminui um pouco o brilho do evento. “Nadal não estar no torneio é uma grande perda para o tênis e para Roland Garros, porque ele é o tenista de maior sucesso que já jogou aqui. Ele é um jogador exemplar que fará falta nesta temporada e espero que possa retornar”, afirmou o ex-número 1 do mundo.

“Acho que ele disse que espera voltar no final do ano, nos últimos meses, e que o próximo ano será o último. A notícia foi um choque para todos. As pessoas me perguntavam como eu me sentia sobre isso. Quando ele anunciou que no ano que vem será sua última temporada, senti uma parte de mim ir com ele”, disse o sérvio, que vai estrear em Paris contra o norte-americano Aleksandar Kovacevic.

Djokovic reconhece que agora se abrem um pouco as oportunidades para os demais conquistarem o título. “Sempre que Rafa joga é o favorito absoluto. Agora você tem nomes como (Carlos) Alcaraz, número 1 do mundo e provavelmente o maior favorito, também (Stefanos) Tsitsipas ou (Daniil) Medvedev, que começou a jogar muito bem no saibro”, avaliou.

“Além deles, também há (Holger) Rune, (Casper) Ruud e (Alexander) Zverev, que podem bater qualquer um. O torneio está muito aberto, há realmente alguns favoritos, mas qualquer um pode vencer. Espero que seja eu”, acrescentou o atual número 3 do mundo.

O sérvio reforçou que uma das principais razões pelas quais joga é tentar quebrar recordes e fazer história no tênis. “É algo que me motiva e me inspira. Ao mesmo tempo, as coisas estão diferentes em comparação com 10 anos atrás, especialmente quando se trata de como o corpo responde à carga do torneio”, falou o dono de 22 títulos de Slam, que lembrou a dificuldade física de vencer o Australian Open deste ano.

“Na Austrália, por exemplo, joguei em alto nível em Adelaide e fiz uma boa preparação, mas me machuquei nos últimos jogos lá e depois foi ficando cada vez mais grave na semana de treinos antes de Melbourne. Tive que lidar com essa lesão ao longo do torneio, o que não foi nada agradável, mas no final eu ganhei, então foi incrível”, finalizou.

Comentários