
Paris (França) - Atual vice-campeão de Roland Garros, o norueguês Casper Ruud acredita que com a ausência do espanhol Rafael Nadal no torneio a disputa está bem mais em aberto, mas ainda vê o favoritismo ficando com os espanhóis, agora nas mãos do número 1 do mundo Carlos Alcaraz, que chega no torneio em grande forma, com quatro títulos na temporada: Buenos Aires, Indian Wells, Barcelona e Madri.
Obviamente, Novak (Djokovic) e Alcaraz são os grandes nomes e talvez os grandes favoritos para chegar às semifinais. Acho que (Stefanos) Tsitsipas também está lá. Não vamos esquecer dele, que já esteve na final antes. Daniil (Medvedev) vem jogando muito bem este ano, tanto no piso duro quanto no saibro e Holger (Rune) é uma grande ameaça, pois joga sem medo”, comentou o norueguês sobre os principais favoritos.
“Também quero pensar que se eu jogar bem, posso ir longe. Jannik (Sinner) também está na lista, ele tem um tênis muito bom. Está aberto, mas diria que Alcaraz é, para mim, o grande favorito”, acrescentou Ruud, que não teve um bom começo de temporada, mas aos poucos foi melhorando, chegou a conquistar o título no ATP 250 do Estoril e foi semifinalista em Roma semanas atrás.
“Antes de Madri, disse a mim mesmo que tinha que ser mais agressivo de alguma forma. Minhas devoluções estavam muito curtas em Monte Carlo e em Barcelona. Em Madri foi difícil fazer essa mudança porque a bola passa muito rápido. Depois disso, fiquei algumas semanas trabalhando em coisas específicas que funcionaram muito bem em Roma”, destacou o norueguês.
Ruud diz chegar em Roland Garros com confiança bem maior do que antes. “O torneio é em melhor de cinco e no saibro. Já mostrei a mim mesmo e a outros que posso me sair bem e vencer alguns jogos. É bom estar de volta aqui, revivendo as memórias do ano passado. Tenho um plano claro do que preciso fazer para tentar ganhar jogos”, falou o norueguês, lembrando da final alcançada em 2023.
Questionado sobre os problemas no pescoço, ele garantiu não ser uma questão para se preocupar. “Foi algo que aconteceu nos treinos, como uma pequena tensão no pescoço que precisou de um pouco de fisioterapia para liberar a tensão. Não é nada grave”, afirmou o cabeça de chave número 4, que estreia em Paris contra o sueco Elias Ymer.