
Londres (Inglaterra) - Embora não tenha feito bons preparatórios, o russo Daniil Medvedev mostrou esperança de ir longe em Wimbledon. Na entrevista oficial de abertura do torneio, ele garantiu que a grama já foi sua superfície predileta e, por isso, sabe que pode ter bons resultados.
“Os dois primeiros Grand Slam deste ano não foram o que eu esperava, então quero muito me sair bem aqui", afirmou ele, que parou logo na terceira rodada do Australian Open e sequer passou da estreia em Roland Garros, superado por Thiago Wild.
"It's new" 😭 pic.twitter.com/6jsYnUGT5k
— Oleg S. (@AnnaK_4ever) July 1, 2023
O cabeça 3 tem um convidado local na estreia, mas depois pode pegar Adrian Mannarino. o holandês Tallon Griekspoor e o norte-americano Tommy Paul. "Há adversários exigentes desde o início, mas quero mostrar que posso jogar muito bem nesta superfície. Sinto que posso fazê-lo. Anos atrás minha superfície favorita era a grama, mas agora tenho melhores resultados no saibro do que aqui", ressaltou.
Seu histórico em Wimbledon não é expressivo. Depois de chegar na terceira rodada em 2018 e 2019, fez oitavas em 2021, pouco depois de ter sido cmapeão em Mallorca. "No ano passado fiz duas finais nos três torneios que disputei na grama, isso me dá confiança. Acho que só preciso encontrar meu ritmo", lembrou, referindo-se aos vices na Holanda e em Halle.
Medvedev não quis polemizar sobre o impedimento de competir em Wimbledon no ano passado, preferindo elogios. "Sempre que venho aqui, fico maravilhado com tudo, é o melhor torneio do mundo.
Senti saudade de jogar aqui no ano passado, mas é assim mesmo. Cumpri as regras estabelecidas, fiquei muito desiludido, mas é importante manter-me positivo. Não estou particularmente motivado por isso, mas o fato que este Grand Slam é aquele em que tenho os piores resultados".
Rasgando elogios a Novak Djokovic, o russo diz que espera um dia imitar o sérvio. "Espero conseguir ter a experiência necessária para enfrentar situações adversas melhor do que antes. Não entendo como Novak consegue jogar nesse nível por tanto tempo. O que diferencia os Big 3 dos demais jogadores é que eles tem sido capaz ao longo da carreira de vencer qualquer um mesmo em dia ruim. Isso é algo muito difícil. Em Paris, tive um dia ruim, meu adversário jogou muito bem e perdi. Para mim, Novak é o maior da história do tênis e estou muito orgulhoso de ter vencido uma final de Grand Slam contra ele. Quero continuar me dando oportunidades de fazer coisas assim, porque há muito tempo não consigo".