Londres (Inglaterra) - Como uma sucessão de resultados expressivos entre 2014 e 2018, o canadense Milos Raonic reapareceu na grama de Wimbledon e obteve uma ótima vitória de virada nesta quarta-feira, ao superar o austríaco Dennis Novak, vindo do qualificatório, com as parciais de 6/7 (5-7), 6/4, 7/6 (7-5) e 6/1.
Dono de poderoso saque, Raonic fez semifinal em 2014 antes de atingir a decisão dois anos depois e ainda manteve bons resultados, com quartas de final em 2017 e 2018. Em sua última aparição antes da pandemia e uma interminável lista de lesões e acidentes, ele ainda fez oitavas em 2019.
Depois de dois anos de afastamento do circuito e vários boatos de aposentadoria precoce, Raonic enfim reapareceu no mês passado. Aos 32 anos, ganhou uma partida na grama de ‘s-Hertogenbosch diante de Miomir Kecmanovic e revelou que, ao final de 2021, considerou abandonar a carreira devido ao persistente problema no tendão de Aquiles e se casou.
Raonic sentiu naturais dores no ombro após cair diante de Jordan Thompson ha Holanda e comemorou voltar a Wimbledon. Ele diz que a meta é estar no Masters de Toronto e no US Open.
Esta foi sua 28ª vitória em 37 partidas feitas em Wimbledon. Com nona marca de aces obtidos desde que a ATP iniciou a contagem, em 1991, o canadense anotou 28 na partida desta quarta-feira e subiu seu total para 8.188. Venceu 88% dos pontos em que acertou o primeiro saque, o que fez em 70% das vezes, salvando os dois únicos break-points que encaroou dinate de Novak.
Seu adversário sairá do duelo entre o norte-americano e cabeça 16 Tommy Paul e o japonês Shintaro Mochizuki.