
Londres (Inglaterra) – De volta a Wimbledon após o banimento a russos e bielorrussos no ano passado, o número 3 do mundo Daniil Medvedev comemorou seu retorno ao All England Club. Mesmo estreando contra um jogador da casa, ele reconheceu o carinho e apoio do público britânico durante a vitória por 3 sets a 0 diante de Arthur Fery, convidado local de apenas 20 anos e 391º do ranking.
"Por diferentes razões, era possível que a recepção não fosse tão boa quanto foi. Eu entrei ao mesmo tempo que o Arthur, e eles estavam torcendo. Eu fiquei tipo 'Para ele? Para ambos?' Então, em um momento, acho que quando fomos em direção ao árbitro, eles estavam torcendo por mim de certa forma. Isso foi surpreendente. Durante a partida, eles tentaram ajudá-lo, mas não havia energia negativa", comentou.
O russo completou dizendo que esse tipo de apoio é raro por onde passa no circuito e que não se esquecerá desse momento. "Nunca tive uma recepção tão boa em Wimbledon. É muito melhor do que já tive antes. O que eu senti com a recepção de hoje não acontece com tanta frequência. Existem algumas cidades e alguns lugares onde senti isso, mas não é sempre. Eu fiquei realmente tocado e vou me lembrar disso."
Sobre a partida, Medvedev analisou seu próprio desempenho e também a atuação do jovem oponente. "Acho que ele jogou alguns bons pontos. Esse não é o tipo de jogo dele, então chega ao ponto em que ele deveria ter feito algo diferente. Eu senti que ele poderia ter feito muito em meus golpes, especialmente nas devoluções, ao mesmo tempo em que tive alguns lances bons também.
Menos habituado na grama, onde conquistou apenas um dos seus 20 títulos na carreira, do que seus adversários, o atual número 3 do mundo acredita que tem conseguido se virar melhor até mesmo no saibro, piso que já declarou diversas vezes não gostar. "Digamos que eu ainda não tenha encontrado a chave exata para a quadra de grama, que de alguma forma consegui encontrar este ano no saibro. Não estou falando apenas dos resultados, mas depois de Monte Carlo e Madri, senti que estava construindo algo. Na grama, não sinto tanto."
"Lembro que quando comecei a jogar na grama, em challengers e quadras externas, elas geralmente são mais rápidas e a bola desliza mais, e sentia que meus golpes retos eram benéficos. Ao jogar em quadras centrais, sinto-as muito lentas. Apenas o saque está indo rápido. Parece que as pessoas que giram a bola têm mais facilidade do que jogando reto. É aí que ainda estou tentando encontrar a maneira exata de como devo jogar. Neste momento não me sinto em casa jogando na grama", finalizou.