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Djoko diz que pressão não diminui com recorde
05/07/2023 às 20h03

Djokovic garante que a maneira de encarar os grandes torneios não mudou

Foto: AELTC

Londres (Inglaterra) - Embora tenha finalmente conseguido o recorde como o maior vencedor de torneios do Grand Slam entre os homens, agora com 23 conquistas após o tricampeonato de Roland Garros, Novak Djokovic diz que a pressão não diminui depois desse feito. Com duas vitórias nas primeiras rodadas em Wimbledon, o sérvio avalia que a busca por fazer história continua e maneira de encarar os grandes torneios não mudou.

"Cada vez que entro em quadra, principalmente numa quadra central de Grand Slam, sinta uma pressão e uma expectativa tremendas sobre mim mesmo e também das pessoas que estão assistindo ao vivo ou pela TV", disse Djokovic nesta quarta-feira. "É um sentimento a que já estou habituado e é algo que me dá mais motivação fazer mais história".

"Eu não acho que isso vai mudar enquanto eu estiver jogando", avaliou o veterano de 36 anos. "Independentemente da contagem de títulos de Grand Slam, ainda quero fazer meus próprios resultados e construir minha própria jornada. Acho que isso é o que mais me move hoje em dia".

Ao vencer o australiano Jordan Thompson, 70º do ranking, Djokovic chegou a 350 vitórias em Grand Slam. Mesmo diante de um ótimo sacador, que disparou 21 aces e sofreu apenas duas quebras, o sérvio definiu a disputa em sets diretos, com parciais de 6/3, 7/6 (7-4) e 7/5.

"Eu realmente não gostaria de enfrentá-lo tão cedo no torneio. Ele fez uma ótima partida, merece crédito por isso, mas teve um pouco de azar. Tento aproveitar cada momento que passo na Quadra Central. É um grande privilégio, especialmente nesta idade, quando estou enfrentando muitos jogadores jovens. Não sei quanto tempo isso vai durar, mas até agora, tudo bem", acrescentou o número 2 do mundo.

Possível duelo com Wawrinka na terceira fase
Os possíveis adversários de Djokovic na terceira rodada são o suíço Stan Wawrinka e o argentino Tomas Etcheverry. O sérvio só enfrentou Etcheverry uma vez, este ano em Roma. Já contra Wawrinka, ele disputou 26 jogos, com 20 vitórias. A respeito de um possível encontro com o suíço, ele recordou os vários anos de rivalidade.

"Ele tirou dois Grand Slams de mim, me venceu em duas finais. Mas gosto muito do Stan. É uma ótima pessoa. É sempre inspirador ver o que ele está fazendo na sua idade. Ele tem quase 40 anos e continua forte. Isso é algo que muitas pessoas não conseguem fazer", comenta sobre o rival, ex-número 3 do mundo e atual 88º do ranking aos 38 anos.

"Depois de várias cirurgias nos joelhos, ele segue forte e tentando fazer ainda mais de história para si e para o tênis. Não podemos esquecer que ele é tricampeão de Grand Slam e vencedor da Copa Davis. Também tem um ouro olímpico. Ele tem uma carreira fantástica. Por isso, acho admirável e muito impressionante que depois de todas as dificuldades que passou nos últimos anos, ele ainda se recuse a desistir. Ele tem um dos melhores backhands de uma mão que já vi. É muito forte e completo. Pode jogar bem em todas as superfícies".

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