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Federer: 'Espero que Nadal pare nos seus termos'
06/07/2023 às 08h58

Londres (Inglaterra) - Aposentado do circuito desde o ano passado, o suíço Roger Federer acompanha de longe a luta do espanhol Rafael Nadal com uma lesão no quadril que sofreu durante o Australian Open e que deverá deixá-lo de fora das quadras até o final do ano. Em entrevista à CNN, o dono de 20 títulos de Grand Slam disse torcer para o retorno do rival

“Vê-lo passando por esse período mais difícil agora, uma situação pela qual eu também já passei, me faz torcer para sua recuperação. Só espero que ele possa parar em seus termos e ainda possa jogar um pouco mais. Ainda espero vê-lo não apenas as duplas, como eu fiz, mas mais do que isso. Eu ainda acredito que isso vá acontecer”, disse Federer.

O suíço lembrou de sua aposentadoria, que veio em uma partida de duplas justamente ao lado de Nadal durante a Laver Cup, reunindo os grandes nomes de sua geração. “Todos nós: (Andy) Murray, (Novak) Djokovic, Nadal e eu, acho que nós quatro, quando me aposentei, estávamos todos sentados lá chorando por minha aposentadoria. Ou por causa da música, quem sabe”, brincou o suíço.

“Todo mundo tinha seus próprios motivos para chorar. Acho que você percebe como somos afortunados por ainda estar jogando neste estágio avançado de nossas carreiras, porque os jogadores de tênis costumavam se aposentar aos 30 anos. Quero dizer, 26 para (Bjorn) Borg, 32 para (Pete) Sampras, 36 para (Andre) Agassi. Mas agora estamos jogando até 35-40 anos”, comentou Federer.

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Questionado sobre a possibilidade de voltar ao circuito como treinador, ele descartou a ideia de acompanhar alguém no momento, mas deixou em aberto a possibilidade de colaboração. “Acho que ser técnico como o conhecemos é difícil para mim, tenho quatro filhos, quero estar lá com eles e não consigo me ver viajando pelo circuito”, disse o suíço.

“Se for para trabalhar como mentor ou se alguém vier para a Suíça e disser: 'Olha, vamos ter uma boa semana de treinos', posso ver isso acontecendo no futuro. Quero dizer, Stefan Edberg nunca pensou que iria treinar e acabou indo para o circuito comigo por dois anos”, finalizou.

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