
Londres (Inglaterra) - A possível injeção de dinheiro árabe nos circuitos da ATP e WTA tem dividido opiniões e gerado polêmica no mundo do tênis. Homossexual assumida, a belga Greet Minnen foi questionada sobre a possibilidade de competir na Arábia Saudita e mostrou não ter nada contra, embora o país seja um dos que mais desrespeita os direitos LGBTQIAP+.
“Talvez não seja o ideal e espero que o país evolua, mas estou convencida de que a WTA cuidará para que nos respeitem. Eu não vou provocar ninguém, não me ocorreria andar de mãos dadas com a minha parceira lá”, afirmou a belga de 25 anos em entrevista ao Ubitennis.
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“Considero que devemos respeitar a cultura deles e, afinal, quanto mais torneios WTA houver, melhor será para todos. É uma boa notícia que eles se interessem pelo nosso esporte”, acrescentou Minnen, que furou o qualificatório em Wimbledon, mas depois não passou da primeira rodada na chave principal, caindo diante da letã Jelena Ostapenko, cabeça de chave 17.
A opinião da belga, atual 123ª do mundo em simples e 56ª nas duplas, vai ao encontro do que acredita o australiano Nick Kyrgios, um dos que defendeu o dinheiro vindo da Arábia Saudita. Em contrapartida, nomes de peso como o do britânico Andy Murray e dos norte-americanos John McEnroe e Chris Evert se manifestaram contra a injeção financeira saudita do tênis.