
Londres (Inglaterra) - Diferente do que havia acontecido na rodada anterior, quando não estava satisfeita com seu nível de tênis, Beatriz Haddad Maia saiu de quadra neste sábado muito feliz com o desempenho na partida contra a romena Sorana Cirstea. Classificada para as oitavas de final de Wimbledon pela primeira vez na carreira, Bia acredita que conseguiu se impor desde o início.
"Fiz um jogo muito consciente e muito firme. Saquei e devolvi bem. Fiz bons ralis de fundo e consegui impor o meu jogo até o final. Em relação ao tênis, me sinto preparada para seguir firme no torneio", disse Bia, após a vitória por duplo 6/2 sobre Cirstea, em apenas 1h30 de partida. Paulista de 27 anos, Bia é a segunda mulher brasileira a chegar às oitavas em Wimbledon, juntando-se apenas à tricampeã Maria Esther Bueno.
"Haddad Maia, masterful" 🙌
Beatriz Haddad Maia powers into the fourth round for the first time defeating Sorana Cirstea 6-2, 6-2 👏#Wimbledon pic.twitter.com/kfwdMRwG4V— Wimbledon (@Wimbledon) July 8, 2023
O duelo deste sábado foi o sexto entre Bia e Cirstea no circuito e o terceiro só em 2023. A brasileira havia vencido em Adelaide ainda em janeiro e a romena deu o troco em Dubai no mês seguinte. Outros três encontros aconteceram ainda em 2016, com vitórias de Cirstea. "Enfrentei uma jogadora super perigosa, já tinha perdido dela também. É difícil jogar contra ela na quadra de grama porque ela joga bem plano", afirmou.
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A número 1 do Brasil e 13ª do mundo vinha de duas viradas, contra Yulia Putintseva e Jaqueline Cristian nas fases iniciais. Ela falou em entrevista à ESPN sobre o histórico recente de jogos muito longos. "Já tinha jogado em três sets nas outras vezes, mas faz parte. Se não fossem por esses jogos, eu não teria feito uma partida de dois sets hoje. Não sou nenhuma gênia, sou uma trabalhadora. E se tiver que jogar por 3h30, eu vou jogar".
Duelo com Rybakina nas oitavas de final
A próxima adversária de Bia será a cazaque Elena Rybakina, número 3 do mundo e atual campeã do torneio. Ela já venceu a cazaque duas vezes este ano, a primeira no piso duro de Abu Dhabi e a segunda no saibro de Stuttgart, quando a rival se retirou no meio do segundo set, sentindo dores nas costas. E caso volte a vencer Rybakina, desta vez na grama, ela pode enfrentar a bicampeã Petra Kvitova ou a finalista do ano passado Ons Jabeur. "É só pedreira, mas é assim para todo mundo. Nas simples e nas duplas. Mas estou vivendo meu sonho. Trabalhei muitos anos para estar aqui. Tenho agora que descansar, cuidar do corpo, e me preparar para a próxima rodada".
Rybakina projetou o confronto, depois de ter conseguido uma grande atuação contra a britânica Katie Boulter neste sábado. "É uma adversária dura. Já jogamos algumas vezes, mas não na grama. É uma jogadora canhota, difícil de enfrentar. Uma lutadora. Com certeza, será um jogo complicado. Vou tentar fazer o meu melhor e me preparar o máximo".