
Londres (Inglaterra) – Assim como já havia acontecido na partida entre Andy Murray e Stefanos Tsitsipas na segunda rodada, Novak Djokovic também teve um jogo interrompido por causa do limite de horário de 23h estabelecido por lei para eventos esportivos e culturais em Londres. Com isso, o sérvio precisou entrar em quadra por dois dias seguidos para superar o polonês Hubert Hurkacz nas oitavas de final.
Diante da reincidência de paralisações forçadas, o dono de sete títulos no All England Club defende a ideia de que a organização de Wimbledon deveria mudar o horário de início da rodada nos estádios com teto retrátil para evitar esse tipo de situação. Atualmente, os jogos na Quadra Central começam às 13h30 locais, ou seja, 2h30 após o início da programação nas quadras externas. Na Quadra Nº 1, segunda maior do complexo, as rodadas são iniciadas às 13h.
"Acho que sim. Eu concordo com isso [reconsiderar o horário]. Obviamente, o toque de recolher é provavelmente algo muito mais difícil de mudar, eu entendo, por causa da comunidade e da área residencial em que estamos. Acho que as partidas poderiam ser marcadas para começar pelo menos às 12h. Acho que faria diferença", opinou o número 2 do mundo. Na última sexta-feira, contra o suíço Stan Wawrinka, Nole também fez o último jogo da rodada e quase teve que passar pela mesma situação.
Djokovic ainda reclamou do tempo de espera para jogar e revelou ter ficado cerca de sete horas aguardando o início da partida. "Uma vez que passa das 20h, você sabe que há uma grande probabilidade de não terminar a partida. Esse foi o caso contra Wawrinka e Hurkacz. Ambas as partidas começaram quase às 21h na verdade. Eu me aqueci para os dois jogos por volta de uma hora. Você deve voltar para uma casa próxima ou ficar [no clube]. Ontem decidi ficar. Fiquei basicamente sete horas esperando meu jogo começar", explicou.
"Isso é muito. Você nunca sabe o que vai acontecer. Hoje estava pensando que tinha pelo menos uma hora e meia e então, depois de 20 minutos, minha partida foi chamada porque houve uma desistência na partida feminina. É tênis. De certa forma, essa é a imprevisibilidade do tênis. Você tem que estar pronto para ambos os cenários", acrescentou se referindo ao abandono de Beatriz Haddad Maia no jogo que abriu a programação no estádio principal nesta segunda-feira.
Por fim, Nole citou a resistência da organização do torneio em fazer mudanças, visando manter a tradição do torneio mais antigo de tênis do mundo. "No final das contas, você tem que se adaptar. Não é a primeira, nem provavelmente a última vez que experimento esse tipo de situação. Wimbledon tem sido tão apegado, eu diria conectado, com sua tradição e história em não mudar certas coisas, que eu respeito muito. Acho que são coisas maravilhosas para ficar na história, como a estreia do atual campeão no primeiro dia."