Londres (Inglaterra) – Semifinalista em Wimbledon e no US Open em 2019, a ucraniana Elina Svitolina já conseguiu nesta edição do torneio britânico ao menos igualar sua melhor campanha em Grand Slam. Com a vitória sobre a número 1 do mundo Iga Swiatek nesta terça-feira, a ex-top 3 tentará pela terceira vez disputar uma final inédita na carreira. Sua próxima rival é a canhota tcheca Marketa Vondrousova.
Quatro anos após aquelas duas semifinais, Svitolina acredita que pode estar vivendo as últimas chances de enfim obter uma grande conquista. "Agora é diferente. No momento, apenas digo a mim mesma que tenho menos anos [como atleta] à minha frente do que atrás de mim. Eu tenho que fazer isso. Não tenho mais tempo a perder. Não sei por quanto tempo mais estarei jogando", disse a jogadora de 28 anos.
"Você treina para esses grandes momentos. Como hoje, que eu estava andando pelo caminho até a Quadra Central, você vê tanta história. E aí você apenas percebe que treina para esse tipo de momento. Eu disse a mim mesma: 'vá lá, dê o seu melhor, siga em frente'. Isso realmente me ajudou e me acalmou um pouco também", completou.
Além de alcançar a terceira posição do ranking em 2017 e 2019, Svitolina tem como um dos grandes momentos da carreira a conquista da medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021. De lá para cá, a tenista ucraniana viveu altos e baixos no circuito e precisou de uma longa parada para dar à luz.
Para ela, portanto, voltar a jogar em alto nível tem um sabor especial após o nascimento da primeira filha. "Significa o mundo para mim. Como eu disse, realmente não esperava estar na semifinal. Tenho diante de mim um grande desafio, mas estou muito orgulhosa da maneira como tenho jogado contra adversárias difíceis, campeãs de Grand Slam, jogadoras que sabem como vencer e como jogar em momentos de pressão. Estou muito feliz com meu desempenho e a forma como tenho lidado com a situação até agora", disse a esposa do francês Gael Monfils.
Uma das grandes vozes ucranianas no esporte contra a invasão russa ao seu país, Svitolina acredita que a delicada situação a tem dado um combustível extra dentro de quadra. "Acho que a guerra me fortaleceu mentalmente e eu não encaro situações difíceis como um desastre, sabe? Há coisas piores na vida. Também acho que, por ter voltado a jogar, tenho pressões diferentes. Claro que eu quero ganhar, tenho essa motivação de voltar ao topo, mas acho que após ter uma filha e com a guerra me tornei uma pessoa diferente", refletiu.
Elogios a Swiatek
Depois de a número 1 do mundo declarar sua torcida para Svitolina em Wimbledon, foi a vez da semifinalista no All England Club tecer elogios à polonesa, destacando principalmente seu apoio à Ucrânia na questão da guerra.
"Foi um jogo muito mais duro, eu diria, porque ela é uma grande pessoa, uma grande campeã. Ela fez tanto, e ainda faz tanto pela Ucrânia. Nós realmente a admiramos na Ucrânia. Quando eu estava longe do tênis, torcia muito por ela, ficava muito feliz com os resultados e impressionada com o que ela está fazendo. É realmente notável", comentou.