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Djokovic: 'Todos queriam estar na minha posição'
11/07/2023 às 20h33

Sete vezes campeão de Wimbledon, Djokovic venceu as quatro últimas edições do torneio

Foto: AELTC

Londres (Inglaterra) - Heptacampeão de Wimbledon e vencedor das quatro últimas edições do torneio, Novak Djokovic reconhece o favoritismo que tem no Grand Slam londrino, depois de alcançar mais uma semifinal no torneio. Aos 36 anos, ele também diz saber lidar muito bem com a sensação de ser o nome a ser batido durante os grandes torneios. Recordista de títulos de Grand Slam, com 23 conquistas, ele está a duas vitórias do histórico 24º troféu.

Não quero parecer arrogante, mas é claro que me considero o favorito. A julgar pelos resultados que tive na minha carreira aqui, nas quatro edições anteriores em Wimbledon que venci, além de ter chegando a outras semifinais. Então, eu me considero favorito, sim", disse Djokovic, na coletiva de imprensa desta terça-feira em Wimbledon.

Na entrevista em quadra nesta terça-feira, já havia falado sobre a pressão e o favoritismo. "Acho que qualquer tenista queria estar na posição em que todos querem ganhar de você. A pressão faz parte do que fazemos. Nunca vai desaparecer, independentemente de quantos Grand Slams você ganhou ou quantas partidas você jogou".

Djokovic alcançou a 46ª semifinal de Grand Slam da carreira, igualando um recorde de Roger Federer. "Não gosto de pensar muito em estatísticas. O torneio continua para mim. É só nisso que estou pensando agora, direcionando minha atenção para a próxima partida. Os jogos só vão ficar mais difíceis. Eu sei disso, mas gostei da forma como joguei hoje".

Depois de buscar uma virada contra Andrey Rublev, o sérvio destacou o bom nível de seu adversário, número 7 do ranking. "Tivemos alguns ralis emocionantes. Andrey é um cara que eu respeito muito. Obviamente, ele traz muita intensidade para a quadra. Acho que nós dois jogamos bem. Ele estava ssendo muito agressivo, principalmente com o forehand e colocando muita pressão sobre mim. Assim que ele tivesse a oportunidade de entrar e assumir o controle do rali, ele faria isso normalmente. Sabemos que essa é sua maior arma.

"Mas consegui me reagrupar e quebrar o saque dele no início do segundo set. Acho que essa foi a chave para realmente mudar a dinâmica do jogo para o meu lado. Sinto que ele estava jogando em um nível muito alto. Acho que este é o melhor jogo que já joguei com ele em qualquer Grand Slam que enfrentamos", explicou o sérvio, que agora lidera o histórico de confrontos entre eles por 4 a 1.

Djokovic enfrenta na semifinal o italiano Jannik Sinner, jovem de 21 anos e oitavo do ranking. O sérvio venceu os dois duelos anteriores, um deles em Wimbeldon no ano passado. "Nós dois jogamos mais ou menos ao mesmo tempo hoje, mas vi um pouco do primeiro set. Ele está jogando em um nível muito alto e gosta de jogar na grama e em superfícies rápidas porque gosta de ser agressivo e assumir o controle dos pontos. Tanto no forehand quanto no backhand, ele está acertando a bola com muita força. Conheço bem o jogo dele. Sei que está sacando melhor. Na grama, isso faz muita diferença. É um jogador muito completo".

A arte de deslizar na grama
Com tanta experiência na grama, o atual número 2 do mundo também falou sobre o hábito de deslizar nessas quadras, que outros tenistas, homens ou mulheres, revelaram ter mais dificuldade para executar.

"Acho que à medida que o torneio avança, nós jogadores nos sentimos mais confortáveis na quadra de grama. Então, para alguns de nós, como o Sinner e Alcaraz, por exemplo, que gostam de deslizar, ficam mais confortáveis. Talvez no início você tenhta a sensação de pisar em ovos, porque a grama também é mais escorregadia no início, principalmente numa quadra coberta. Às vezes, deslizar não é a melhor opção na grama. Às vezes é. Depende apenas da bola e da situação".

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