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Azarenka: 'Djokovic não recebe crédito suficiente'
14/07/2023 às 08h58

Londres (Inglaterra) - Eliminada nas oitavas de final de Wimbledon pela ucraniana Elina Svitolina, a bielorrussa Victoria Azarenka foi mais uma que entrou no interminável debate sobre quem é o maior tenista de todos os tempos. Em entrevista ao canal de YouTube de Up Front, a ex-número 1 do mundo fez questão de destacar as norte-americanas Serena e Venus Williams entre as mulheres antes de colocar o sérvio Novak Djokovic no topo dos homens.

“Eu diria que, para mim, entre as tenistas estão Serena e Venus. Eles mudaram o esporte para ser mais poderoso, mais atlético. Mentalmente Serena é muito forte, seu legado é incrível. No lado masculino, acho que Djokovic não recebe todo o crédito que merece. Roger (Federer) é elegância, é o mais talentoso do Big 3. Rafa (Nadal) é lutador, coração puro, enquanto Novak é a mente”, comentou a bielorrussa.

“Você tem que respeitar suas crenças e valores, você pode ou não concordar, mas ele é muito disciplinado e não recebe crédito suficiente, realmente me impressiona. Foi pintado como um vilão muitas vezes. Ele teve que fazer muito mais do que Roger e Rafa para manter uma boa imagem de si mesmo. Sempre vai contra a corrente. Do meu ponto de vista, acho que quando ele era mais novo queria que todos gostassem dele, mas agora sinto que parou de se importar”, acrescentou Azarenka.

Outro assunto importante no momento e de certa forma delicado, a invasão da Rússia à Ucrânia e as questões envolvendo jogadoras ucranianas com russas e bielorrussas, também foi abordado por Vika. “Os últimos 18 meses abalaram o mundo. Eu experimentei isso de uma maneira forte, não posso dizer isso mais do que os jogadores ucranianos porque não há bombas voando sobre minha casa. Eu me sinto muito triste, muito mal por todos os inocentes que estão sofrendo”, disse a ex-número 1.

“Por causa do meu pai, sou parte ucraniana, tenho muitos amigos na Ucrânia, minha família em Belarus e conheço muitas pessoas na Rússia. Eu nunca senti muita diferença entre os países enquanto crescia. Cada um tem a sua língua, mas não senti diferença, mesmo no circuito com tenistas ucranianos ou russos. Esta guerra separou tanto os países”, lamentou Azarenka.

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